segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Se o coração parar - Parte 03

Ela corou e ficou sem palavras. Ele começou a ficar nervoso e temeu em ter se precipitado, mas ele não aguentava mais, ela era tão linda. Agora olhando naqueles olhos, ele estava completamente louco, uma vez leu em uma revista que uma mulher leva 15 dias para se apaixonar e um homem apenas 8 segundos.
-Aceito. – Disse por fim, confusa com tudo aquilo. Ela olhava para ele e podia jurar que via os olhos brilharem com a resposta, não pode segurar, e um riso saiu de sua boca. Ele quando viu sentiu o coração pular.
-Poderíamos ir a um restaurante diferente. Você gosta de qual tipo de comida? – Ele estava tão feliz que tinha como percebe em seu tom de voz.
- Como todo tipo de comida. – Ela respondeu sorrindo e olhou para ele. Ele era lindo, o sorriso lhe caia tão bem.
- Assim que eu gosto. Posso te buscar?
- Empresta-me seu celular? -  Ele pega o celular desconfiado e entrega nas mãos dela. Ela digita seu número e devolve o aparelho sorrindo. – Pronto, agora você tem meu número, lhe mandarei uma mensagem com o endereço do hotel em que estou.
- Nossa olha a hora! Tenho que voltar para o hospital.
Ele levanta e a ajuda levantar, assim como em filmes, ela que pensou que isso só existia em livros sorri. Pega sua bolsa e vão em direção ao caixa. Enquanto ela procurava sua carteira ele pagou a conta.
- Ei! Eu ia pagar!
- Eu sei, mas eu não costumo deixar uma moça pagar a conta. Até anoite. – Ele diz e sai pela porta deixando ela sozinha com um sorriso no rosto e toda boba. Ela olha a sua volta e vê a moça do caixa sorrindo de volta.
Pega seu carro e vai para o hotel. Ela tinha um encontro. Nem se lembrava da última vez que tivera um, seria com Gabriel? Ou talvez com um carinha que saiu algumas vezes na faculdade.
Entrou no seu quarto, colocou uma musica, aquelas animadas. Começou os preparativos, a hidratação nos cabelos, o banho de banheira, os óleos de banho. Enquanto fazia as unhas escutou o celular vibrar.
“Linda? Posso te chamar de linda? Desculpa, esquece. O endereço?”
Ela ri com a mensagem sem graça, quem diria que ela conseguiria deixar um homem sem graça, principalmente um medico. E que médico, não parava de pensar no sorriso dele. Se a alguns dias chorava por Gabriel, essa noite ela iria sorrir por Daniel.
Ela digitou o endereço e foi terminar de se arrumar.
Estava com os cabelos presos, quando terminou a maquiagem via uma mulher linda no espelho, o vestido preto estava perfeito em seu corpo. Colocou o salto e um par de brincos brilhantes. Caprichou nos olhos, seus olhos azuis estavam mais brilhantes do que de costume e quando solto o cabelo as cortinas loiras deram um ar de “mulherão”. A recepção ligou avisando que um homem lhe esperava, ela passou o perfume e desceu.
Quando Daniel a viu com aquele vestido perdeu o ar, se desconfiava estar apaixonado após aquela imagem teve a certeza. O cabelo loiro dela cai tão natural, e os olhos estavam tão azuis, mas nada tirava a beleza do sorriso.
Ela encontrou os olhos encantados de Daniel  e sorriu. O Medico estava maravilhoso, sua camisa marcava seu corpo e ela pode ver que ele era forte, fora o sorriso... Ah o sorriso!
- Você está linda! – Disse quase gaguejando.
Ela sorriu sem graça e olhou nos olhos dele. Eles brilhavam, aquele brilho, o brilho, então enquanto perdida em pensamentos olhando para aqueles olhos, ele aproximou e ofereceu o braço.
O restaurante era perfeito, simples e romântico. Uma mesa na varanda, uma verdadeira cena de filme, a iluminação baixa. Então começaram a conversa, conversas leves e fáceis, algumas piadas e logo um conhecia o outro. O sorriso não ia embora do rosto dela, muito menos do dele.
Quando a sobremesa chegou eles já estavam próximos, já haviam bebido algumas taças de vinho, então a lua entrou em cena, começou a iluminar tudo, a mão dele pegou a mão dela com cuidado, primeiro os dedos passaram com delicadeza, sentindo a pele macia. Então encarou os olhos... Ah os olhos, a grande porta para o coração que no momento batia tão alto que ambos temeram serem escutados. O silencio veio, passaram os segundos assim olhando para os olhos, com o coração batendo mais forte que tudo. Então ele se aproximou, podia sentir pela respiração dela o quanto ela o queria e ele a ela. Os lábios estavam a alguns sentidos, mas antes um único olhar que perguntava “Pode?”.
Os lábios se tocaram, ansiosos e teve inicio a um beijo, um beijo longo, com desejo. Um beijo que Fernanda nem lembrava mais, os lábios dele tocavam o dela com intensidade, e ela correspondia. O frio na barriga havia ido embora e agora só ficava outra sensação.
Quando os lábios se afastaram ambos puxaram o ar. Ele sorriu e ela corou, não pode conter o riso também.
- Acho que está tarde. – disse tomando um pouco mais de vinho e ainda corada.
-Por mim passaria a noite aqui te olhando e sem querer ser ousado te beijando. – Ele riu e segurou o rosto dela com delicadeza. - Vou pedir a conta.
Ele pagou a conta. Ela pegou a bolça, estava processando o beijo, sua boca latejava querendo mais. Esperaram por um taxi abraçados. O cheiro dele a embebedava, ela conseguia sentir os músculos do peito dele.
Ele sentia o perfume dela, os cabelos soltavam aquele perfume que faz qualquer homem parar de pensar, a verdade era que em sua mente, ele pensava no beijo.
Na frente do hotel outro beijo. Ela teve que conter a vontade de pedir para que ele entre, então apenas aproveitou cada segundo. Então ele se foi e ela entrou, seu corpo ainda tinha o perfume dela. E ela sorria, como nunca.
....
- Ela não veio ontem Doutor. – disse Gabriel
- Desculpa Senhor silva, ela quem?
-Fernanda, ela não veio ontem. – Gabriel olha para o aparelho que mostrava seus batimentos.
-Ela teve uma reunião ontem. – Respondeu Daniel.
- E como o senhor sabe? – Gabriel sentiu o coração aperta, e um pouco de raiva do médico.
-Ela me contou. – respondeu sem graça, sabia que não podia se envolver com pacientes, mas ela não era sua paciente. – Tenho boas noticias, o senhor está para receber alta, acredito que entre hoje ou amanhã.
- Isso é bom, não aquento mais esse hospital.
-Como você reclama. – Fernanda está na porta do quarto com um sorriso, Daniel a olha e perde o ar. Responde o sorriso corando. Então Gabriel olha a cena e seu coração dói, a mesma dor que sentia toda vez que a perdia.
-Nossa por que toda essa felicidade? – Diz controlando sua voz com ciúmes.
- Ué o médico não acabou de dizer que você vai sair daqui?
- Assim você não precisa me ver nunca mais na sua vida? – Ele sabia que isso a irritaria.
-Gabriel! – Diz sabendo que era verdade e temendo que seu romance com Daniel seja interrompido.
-Eu irei me retirar. – diz Daniel, percebendo o clima. – Nanda, depois podemos conversa?
-Claro! – diz com um sorriso – Então Daniel deixa o quarto.
- Só falei a verdade, depois que isso tudo acabar, você vai cumprir sua palavra de sair da minha vida. – Disse cheio de raiva
- É isso que você quer?
-Fernanda! – Era isso mesmo que ele queria? Claro que não.
-Diga Gabriel! É isso? Você quer que eu te esqueça e nunca mais volte?
-Você quem sabe. – Mas a forma como ela olha para aquele médico.
-Eu odeio quando você faz isso.
- E eu odeio esse seu sorriso para ele.
- O que? Ele quem? Do que você está falando?
- Não tente disfarça Fernanda. O Medico, acha que não vi como você sorri para ele?
- E o que tem meu sorriso? Eu não posso mais sorrir?
- Não é isso ...
- Gabriel, você está noivo, cuide da sua mulher
Então ela pegou a bolsa e saiu.
Daniel viu um fantasma passando tão rápido que a única coisa que conseguiu fazer foi chamar-la – Fernanda?
Foi para o hotel, começou a jogar as roupas na mala já estava na hora de voltar para a casa, chega dessa historia, chega dessa cidade, as lagrimas escorriam e o pior era que ela nem sabia o porquê do choro.
Entrou no banheiro e deixou a água do chuveiro cair no seu corpo e as lágrimas lavarem suas bochechas. Socou a parede e quebrou a saboneteira cortando sua mão.
A dor do corte a fez esquecer da dor do coração. As lagrimas escorriam como o sangue. Colocou a primeira roupa que encontrou e foi para o Hospital. Entrou na recepção e pediu para a recepcionista atendimento o mais rápido possível.
-Desculpa, mas a senhora não tem convenio com esse hospital. – disse a moça antipática e irritada por Fernanda a ter atrapalhado na leitura de uma revista de moda.
-Eu posso pagar, só preciso de uns pontos. – Então uma pontada de dor.  Fez uma careta. – E algum remédio.
-Lamento senhora.
Fernanda estava indo embora irritada e praguejando mais e mais, agora era oficial ela realmente odiava cada pedaço daquela cidade, daquele hospital e daquela cidade.
-Fernanda! – Reconheceria aquela voz  em qualquer lugar então se virou e assim que Daniel viu sua mão seu rosto ficou pálido e assustado. – O que aconteceu? – Então viu o que estava acontecendo e se preparou para fugir, mas Daniel foi mais rápido. – Não dessa vez você não vai fugir. Deixa-me cuidar de você Fernanda? – Daniel estava com um olhar que Fernanda jamais vira em toda sua vida.
Daniel resolveu tudo com a antipática e levou Fernanda até seu consultório. Cuidou de cada detalhe do seu corte e Fez questão dele mesmo fazer o curativo. Deu algumas aspirinas para a dor.
- Você vai ficar meio sonolenta com essa medicação. Meu turno acaba daqui 20 minutos se você conseguir esperar posso te levar para o hotel.
-Daniel? – ela encarava o pé, pois não tinha coragem para encarar o médico bonitão.
- Sim? – respondeu enquanto limpava tudo.
- Não precisa. Obrigada. – Então se levantou e foi embora.
Fernanda terminou de acerta as coisas no hotel. Recebeu um pedido de desculpa do gerente pela saboneteira. E ela aceitou morrendo de vergonha, pois sabia que a culpa não foi do piso escorregadio, que usou como desculpa, e sim da sua mão que esmurrou a pobre saboneteira.  E assim voltou para a sua cidade.  Para a sua vida.

Rê ajuda!

Olá seus lindos eu voltei! não por inteira, mas voltei!

Bom dia, me chamo Victor e estou completamente dividido. Vamos fazer 1 ano de namoro dia 28 de dezembro,e ela faz niver dia 8 de dezembro :/, porém nossa relação está na bolha, ou seja, a gente só fica em casa, ela não gosta das minhas amigas, e eu não vou com a cara dos meninos que ela tinha amizade. Estou confuso pq não sei se a amo de verdade,nunca senti nada por outra garota antes, nós somos grudados e muito parceiros, e com o passar do tempo ela começou a querer me proibir de jogar meu futebol aos sábados, como eu sempre fiz a minha vida toda.. e eu lógico não aceitei, brigamos, terminei com ela e depois de uns dias voltou atás,chorou etc.. Só que,ano que vem vou comecar faculdade, sera integral,e ela vai fazer faculdade no período noturno, ou seja , dia de semana não conseguiremos nos ver, fora o ciúmes que vai ter de ambas partes, por ter pessoas novas e diferentes na faculdade.. e não sei se quero isso pra mim, tenho 20 anos, ela tem 18 e acho que somos muito novos para em O que fazer quando seu coração está dividido?
Olá amigo. Prazer sou Renata. Desculpa a demora, mas vamos ver aqui seu caso.
Seu aniversario de namoro está próximo, vocês são bem novos juntos , não tem nem 1 ano e já deu bolha? Assim quando amamos de verdade até ficar dentro de casa é uma delicia, mas é sempre bom sair né? Agora vem cá você ama ela? Não sei seus sentimentos, não posso senti-los, mas você não consegue se ver com ela fazendo faculdade. Você não consegue pensar em um futuro junto e isso não é certo nem com você e nem com ela. Veja o que você quer na sua vida, porque quando amamos tudo é possível, não existe tempo chuvoso e nem falta de tempo. E quanto a idade eu tenho 18 e meu namorado tem 20, estamos super bem juntos (y). Agora se você decidir continuar, vamos conversa sobre esse lance de ciúmes? Proibir nunca é legal, sugere uma manicure com as amigas ou algo do tipo para ela fazer enquanto estiver no futebol. Quanto a faculdade Boa sorte e seja bem-vindo ao inferno  Brincaderinha! RS RS Espero ter ajudado!

terça-feira, 19 de julho de 2016

Procuro o seu rosto no meio de milhares

Entro correndo para o meu quarto e tranco a porta feliz por Sara, minha colega de quarto da faculdade, ter saído com namorado, estou encostada na porta com a angustia presa no peito deixo com que ela faça peso e minhas pernas comecem a escorregar até me sentar no chão frio e gelado. Abraço os joelhos para que eles não me escapem também, começo sentir o peito queimar, a garganta fechar até algo gelado passar por minhas bochechas. Estou chorando. As cenas passam lentamente pela minha cabeça, como ver um filme:
“ Primeiro vejo seu sorriso, seus cabelos loiros com cheiro de baunilha, sua mão pegando a minha, a neve ao fundo.”
 A cena muda e meu coração aperta:
“ Você está serio me olhando nos olhos, está confuso, está próximo, morde seu lábio e põe a mão na minha bochecha.”
 Agora sinto o soluço escapar, mas antes vem outra cena:
 “Estamos numa festa você está bêbado e grita comigo, talvez eu também esteja um pouco, as pessoas dançam e não parecem se importa conosco, eu saio andando deixo você gritar meu nome, estou na varanda vejo um casal e penso  ‘Por que?’ estou voltando, procuro o seu rosto no meio de milhares, pessoas se beijam, pessoas se agarram, derrubo alguma coisa, a musica é um zunido no meu ouvido, vou para a cozinha vejo uma garota sentada na mesa e um garoto beijando ela com paixão, espere um pouco… ele usa sua camisa… estou perdendo o ar… você vira e chamar meu nome, seus olhos estão assustados, mas a garota não deixa você olhar para mim e puxa seu rosto, saio as presas, estou andando rápido, agora estou correndo, consigo sentir meu pulmão implorar por oxigênio “
Alguém está batendo na porta do meu quarto e grita meu nome… não quero abrir… Ele bate mais forte... não quero escutar. Ligo o radio e “ you and me” está tocando,  consigo misturar a letra e meu choro, a pessoa tenta mais uma vez, mas quero me embriagar com a musica, com a dor que está no meu peito. Não estou cantando… estou gritando… quero que  meu coração escute.
Desbloqueio o celular e lá está nossa foto, você sorrindo enquanto beijo sua bochecha, mais uma mentira feliz. Entro nos álbuns e vejo você dormir, você sorrir, você comer… aperto excluir e deixo aparecer  “tem certeza de que deseja fazer isso?”  e desejo essa pergunta na vida, para que eu consiga deletar o dia que te vi pela primeira vez.
Tiro minhas roupas e entro no banheiro, minhas lagrimas se misturam com o vapor da água quente do chuveiro, ela queima minha pele, mas a dor queima meu coração e sobe até minha garganta, é como o primeiro gole de vodka queima, mas depois não sente mais.  Sinto a crise de soluços vir, deixo sair, meu nariz também arde.  Coloco meu moletom.
Deito na minha cama e olho para o teto e consigo lembrar: “Eu nos seus braços, seu perfume, sua mão percorrendo meu braço, eu rindo e você diz ‘ Eu te amo’ eu olho nos seus olhos e ganho asas”
Levanto da cama em um pulo, não posso mais ficar aqui. Pego meus tênis e saio correndo, estou indo para o único lugar que não tem você, a praia, você nunca gostou dali. A lua está brilhante no céu e ilumina o mar, a areia está fria, tiro meu sapato para sentir. O cheiro do mar me embriaga, consigo deixar escorrer todas as lágrimas que ainda me restam.  Seu rosto e o dela estão na minha cabeça.
Um cheiro de colônia masculina mistura-se com o cheiro da maré, dois pés estão ao meu lado deixo meu cabelo tampar meu rosto, em silencio sinto-o sentar ao meu lado.
-Noite difícil – uma voz grave
Pego meu tênis e faço um movimento de que vou me levantar, então sinto uma mão segurar meu pulso
-Fique… - sinto o coração bater forte – se quiser… mas é que acabei de chegar.
Sei que deveria sair, sei que deveria correr, mas tudo que faço é sentar e sentir o cheiro da colônia masculina que invade o ar. O vento gelado está batendo no meu rosto. O silencio do desconhecido é reconfortante. Escuto ele suspirar, escuto o coração dele, batidas fortes, nem devagar e nem aceleradas, apenas fortes.
- Deixe-me  adivinha… um garoto… não um babaca – diz ele com tom sarcástico – Beijou outra… melhor… uma vadia
Fico em silencio, não preciso conversar com ele, não preciso conversar com ninguém só preciso chorar… o que estou fazendo aqui? Sozinha?
- Pode falar boneca.  – ele deita na areia e começa encarar o céu. – Já percebeu como as estrelas se perdem?
- Elas morrem. – Digo com uma Voz fraca e melancólica.
-Como o amor. – Ele completa e consigo sentir sorrir
“Como as promessas feitas, como os ‘eu te amo’ ditos, como os planos feitos numa tarde de domingo ensolarada, como as memórias em um parque de diversões com um ursinho ganho em uma barraquinha de argolas, como as musicas intituladas como ‘nossas’, como o sonho de uma menina em ser princesa, como sua memória em mim”

terça-feira, 28 de junho de 2016

Borboletas

Já passou um ano desde o dia em que o conheci, ainda consigo me recordar daquele dia, os cabelos loiros dele estavam bem cortado, a barba estava feita e o seu perfume era sentido por todo o restaurante, não sou boa com isso, mas era algo doce. Ele usava uma camisa social com jeans, era a primeira vez que conheceria esse lado dele. Eu estava nervosa e não parava de pensar no sinal que deveria fazer para ele percebe que eu o queria. Meu vestido vermelho, era a cor favorita dele, estava amassado na ponta, minha culpa admito, não parava de enrolar a ponta e soltar. Lembro de pedir para minha irmã prender meu cabelo.
Lembro daquele olhar percorrendo meu corpo de baixo para cima então pairando nos meus lábios, o sorriso que escapou naquele momento, mordendo de leve o lábio superior puxando para o canto esquerdo fazendo meu rosto queimar.
Era um sábado anoite, mas o restaurante estava vazio. Ele puxou a cadeira e fez toda a cortesia que uma garota precisava. Diferente do que estava acostumada quando íamos no Mc’donalds e ele praticamente me empurrava para pegar o lugar perto dos molhos. Aquela noite conversamos sobre tudo e ao mesmo tempo sobre nada. Ao passar do relógio mais eu me ansiava, mas ao mesmo tempo existia um frio em minha barriga, seria medo ou os tacos que eu havia comido? Não importava, uma coisa eu sabia... existia algo no meu estômago, e eu esperava que fossem borboletas.
Ele chamou o garçom, não me deixou pagar a contar, era engraçado ver alguém que sempre roubou meu lanche fazendo isso, mas agora era diferente... Levantamos e segurei sua mão, minha mão estava quente. Andamos até o caminho da minha casa, lembro de as estrelas brilharem mais naquela noite. 
- É sério você deveria provar é a melhor coisa! -Disse ele animado sobre o que servia no restaurante do pai.
- Quem sabe um dia eu vá provar.
Faltavam alguns metros para chegar na minha casa, mas já estávamos na minha rua e meu coração já dava pontadas. Seria agora ou nunca.
-Sara? - Ele disse com sua voz rouca e meu coração estremeceu.
Paramos e olhei para cima os olhos dele brilhavam, sabíamos o que deveria acontecer ali. Então seus olhos desceram até meus lábios e subiram de novo buscando uma confirmação, sua mão foi para minha cintura e estávamos tão perto que sentia seu hálito, respiravam forte e ao mesmo tempo, minha mão foi para sua nuca e consegui confirma com olhos, sua boca chegou próximo a minha e depois disso lembro de voar. Eram borboletas e não tacos. Quando o beijo acabou ele me prendeu no seu peito e beijou minha testa, respirei fundo seu perfume, estava tudo como eu havia imaginado o calor do corpo dele esquentava o meu.  Repetimos mais algumas vezes até ele me deixar no portão. O beijo de despedida foi ainda melhor.
Era oficial eu estava apaixonada por ele, mas assim como um beijo conseguia me fazer voar uma mensagem conseguia me fazer entrar em queda livre. Estávamos juntos quando saio a decisão do juiz, ele iria morar com o pai na capital.  
"Eu queria poder ficar minha querida Sara”
Foi como levar um tiro, meu coração estava quebrado meu melhor amigo estava partindo e eu estava completamente apaixonada por ele. Chorei. Como desejei ser Tacos e não borboletas.
Um ano se passo e aqui estou eu junto com minhas borboletas.

-A senhora já sabe o que quer? -Disse o garçom distraído. 
Tirei meus óculos de sol e sorri.
- prometi a um amigo que um dia viria provar isso aqui. 
Então foi como voltar no tempo aquele olhos percorriam novamente meu corpo e estava dobrando a ponta do meu vestido. Ele sorriu e eu senti novamente seu perfume. Acho que estou escutando uma música como em uma comedia romântica dessas que a menina encontra seu amor novamente.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Silêncio...

Será que é possível deletar uma parte da sua vida devido uma pessoa ter estragado 8 meses agradáveis em 1 mês de silêncio? Claro que não.
Não posso ser digna de receber um: “Não é você, sou eu. ” Ou qualquer coisa do tipo, mas pelo visto não.
Tomei tanto cuidado, não me apeguei, mas bastou algumas palavras para eu me iludir. Bem Moço não sei o que queria, mas conseguiu.
Pois bem, queridos leitores é disso que venho falar nesse post, das fases de um termino de algo que nem mesmo existiu. Quero dizer houve uma amizade, um “sei lá o que” e agora um nada, nem um recado ou coisa do tipo.
1º Etapa: Entender o que aconteceu:
Você está com a pessoa com a seguinte ideia de “não vou me apegar, só vamos ficar”, mas por motivos e razões desconhecidas isso não ocorre, frases do tipo: “senti sua falta”, “estou com saudades” e o clássico “estava pensando em você”, estragam todo o seu plano e após a primeira briga você sabe que está envolvida.
Então surge uma proposta, a de “aproximar-se”, é aí que você recebe o comprovante de que está envolvida demais. Os sonhos, pensamentos, e as conversas com as amigas, são tomados por “ELE”.
Um dia ele some, não lhe responde mais e você entra em desespero. Manda mensagem, que são ignoradas, manda novamente, mas não muitas não quer mostrar que está totalmente desesperada de saudade. Então quando responde é seco, distante e desprezível com você quase dizendo “Pare de ser patética. ”
2º Etapa: A busca pela razão do silencio
Posso fazer uma lista de tese e antítese:
.Problemas com a família
*Poderia ter avisado, se realmente importasse com você      
. Problemas com os amigos
*Poderia ter avisado, se realmente importasse com você
. Precisa dedicar-se a carreira
*Poderia ter avisado, se realmente importasse com você
. Não quer nada só te comer.
*Poderia ter avisado, se realmente importasse com você ( okay esse não vale, mas poderia ter falado sinceridade é tudo!)
. Ele sumiu, viu que não conseguiria te comer, foi atrás de outra vitima, mas não teve coragem de te dizer porque não suportaria vê-la sofrer.
*Ele pode ter sofrido um acidente e tem outra pessoa usando sua rede social.
3º Etapa: O choro
Todas sabemos como um choro é libertador, mas nunca admitiríamos chorar por alguém desmerecedor de suas lágrimas. Por fim choramos por ele, pelo “nós” que não existiu e por sermos fracas e ter chorado.
Algumas lagrimas escorrendo, aperto no coração, alguns soluços, um choro fora de controle, as lágrimas vão acabando e por fim o sono.
4º Etapa: O plano de vingança.
Você está chateada, então desbloqueia os antigos contatos, manda mensagem para aqueles antigos boys, exclui o número dele. E começa a trabalhar em um plano de vingança, o que dizer quando encontra-lo, as indiretas, pensa em mudar o cabelo, ficar gostosa e assim vai.
5º Etapa: A aceitação.
Após pensar em respostas para dar, em encontros que poderiam acontecer. Você vira a página, mesmo que essa nova página em branco tenha marcas do que foi escrito na passada.
Você aceita que não verá mais aquele sorriso, nem sentirá aquele perfume quando deitava a cabeça no peito dele, não sentirá a respiração dele quando sentia o perfume do seu cabelo, nem o cafuné na nuca, não terá beijo na testa e nem fechará os olhos quando te apertava no peito para um abraço, ficará com a franja nos olhos porque ele não pode mais tirar, não terá mais beijos roubados, nem apaixonados e quem dirá os safados. Acabou as brincadeiras, os filmes não assistidos, a mão na cintura e o olhar de “Fica mais um pouco” na despedida. Sem palavras ao pé do ouvido, não sentira a respiração quente dele. Perdeu um amigo.
E depois disso tudo não existe mágoas, nem rancores, você entende os motivos dele que nem mesmo sabe quais são.
Então está na hora de responder um novo inbox, uma mensagem no whats, responder assuntos puxados no ônibus, mudar o pensamento de antes de dormir, porque uma hora no silencio a saudade vai embora.

E para o seu silencio Moço desejo uma bela música.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Se o coração parar. - Parte 02

...Continuação
-Você canta mal sabia? - uma voz fraca a fez dar um pulo - o que faz aqui? Pensei que desapareceria pra sempre da minha vida.
-Eu tive que vir. – ela encarou os pés. - Assim que melhorar, eu irei sumir da sua vida.
-Eu não quis dizer isso. -ele estava fraco não havia aberto os olhos ate agora e seu semblante demonstrava dor.
-Eu sei que não. – ela olhou para ele e controlou a vontade de tocar seu rosto. 
Ele abriu devagar os olhos, cor de amêndoas, ela encarou, eram os mesmos olhos que costumavam lhe acalmar, era o mesmo porto seguro.
-Você esta diferente. – ele olhou para os cabelos cortados dela, que antes costumavam chegar à cintura e agora um pouco depois dos ombros. Os olhos azuis eram os mesmo, azul intenso no centro e depois vai esverdeando. Agora ela era uma mulher e não a sua garotinha.
Limpando uma lagrima teimosa ela respondeu
-As pessoas mudam
-Está bonita.
O medico entrou nesse momento com um sorriso no rosto que logo sumiu e virou uma cara de surpresa.
-Sr. Silva vejo que o senhor está melhor. – Ele olhou para ela e o sorriso voltou para o seu rosto.  -Senhorita acabou o horário.
-Estou indo. -ela pega bolsa e olhou para ele.
- Mas ela já vai? – Perguntou Gabriel.
-Não se preocupe Sr.Silva a senhorita sempre volta para vê-lo .
Fernanda sentiu seu rosto corar e desviou o olhar de Gabriel, que sorriu e pensou “Ela ainda é a mesma”.
O medico moreno a acompanhou até a saída.

-Seu companheiro esta a cada dia melhor senhorita.
-Ele não é meu companheiro. – ela encarou o chão. - É apenas um amigo
- Ao julgar suas visitas creio que ele seja um amigo muito especial.

E antes que uma discussão começasse sobre o assunto ela desapareceu no meio de tantas visitas. O Medico ficou procurando aquele cabelo loiro, sem sucesso deu um sorriso bobo e voltou para o trabalho.
No seu quarto de hotel ela chorou como a primeira vez que terminaram. Fazia uma semana que estava na capital. Como combinado com os pais dele não iria ao sábado e domingo visitá-lo. Aproveitou para trabalhar.
Na segunda lá estava ela, assim que entrou no quarto encontrou as bochechas rosa dele, seu rosto estava bem melhor.
-Pensei que não voltaria mais - Ele disse triste enquanto o medico moreno o examinava.
- Até eu pensei que havia errado sobre você. – disse o médico sorrindo. -Sua companheira não desiste de você Sr. Silva
-Amiga - ele corrigiu e foi como levar uma facada no coração.
-Uma amiga bem dedicada devo admitir. – O médico disse enquanto cuidava de Gabriel. – Até o invejo por ter uma amiga assim.
-Somos só amigos. – disse ela vermelha.
-Então não haverá problemas se eu convidá-la para um café?- Disse o médico sorrindo.
-De modo algum ficarei feliz em lhe fazer companhia – respondeu tímida.
O medico sorriu e ela percebeu como ele era bonito. O único que desgostou disso tudo foi Gabriel,
- Minha folga é ao fim do horário de visitas venho te chamar como de costume 
Então ele deixou a sala com um sorriso que ela desconhecia, mas que mexeu com tudo lá dentro.
-O que foi isso? – Gabriel perguntou confuso
-Não sei - Ela olhou para o chão e sorriu.
O olhar de que estava com vergonha, ele lembrava bem daqueles olhos azuis olhando para o chão quando foi lhe dar o primeiro beijo.
-Quanto tempo vai ficar?
-Ate o fim dessa semana, estou em reunião. - ela respondeu rapidamente, mas pensou sem querer “até você está melhor.”
-Sempre trabalhando.
Ele olhou para os olhos azuis dela levemente puxados e grandes, uma mecha loira caia sobre esses olhos. Ela estava linda. Nunca a vira tão linda o tempo havia lhe feito mulher. Mas ainda sentia falta daquela menina boba e ele sabia quem era o culpado por ter feito essa menina desaparecer ou será que só se escondeu?
-Obrigado.
Foi tudo que ele conseguiu dizer. Pensava em sua noiva e em como havia deixado Fernanda por gostar de Clarice. Mas nunca sentiu o que ela causava nele com Clarice.
Ela sorriu, um sorriso simples. 
-De nada.
Foi tudo que respondeu, ele pegou no sono devido os medicamentos e ela deixou as lagrimas caírem.
-Senhorita? - o medico moreno apareceu. – Está chorando?
-Não, foi um cisco. – mentiu.
-Então deixe que eu a ajude. – em um segundo ele estava na sua frente levantando sua cabeça para olhar nos olhos dele, com cuidado e usando a ponta dos dedos, ele limpou as lagrimas que brotavam dos olhos dela. Ela o encarou, ele realmente era bonito e havia um brilho naqueles olhos. Ela não conseguiu segurar o sorriso teimoso que brotou em seus lábios. – Então vamos?

Ela sorriu para ele e pegou a bolsa. Foram até um café próximo do hospital a pedido dele que não queria tomar aquele café com gosto de remédio do hospital.
Fizeram o pedido e conversaram sobre coisas aleatórias e agradáveis.
-A senhorita gosta dele né? – Ele perguntou sem jeito.
-Somo amigos - Ela desviou o olhar.
-Garanto que uma amiga não faz nem metade do que fez. Você passou dias com ele, nem mesmo a noiva dele fez isso.
Ela sente as bochechas pegando fogo e quando levanta a cabeça encontra os olhos negros dele brilhando como nunca, um brilho diferente.
-Sei que isso é fora de ética, mas você é linda.
Ela fica sem graça e sorri, o medico faz o mesmo e olha com admiração para ela, a luz do sol que entrava no café deixava os olhos dela apaixonantes. Então ela percebe como ele é lindo, não só por fora, mas por dento.
-Conte-me mais sobre você! – Diz ele puxando assunto
-Sou do interior, estou aqui a trabalho porem fiquei sabendo do que ocorreu com ele e vim visitá-lo e você Senhor?
-Senhor? Até parece. Sou Daniel. Bem eu sou do interior, mas desde que me formei na federal de medicina estou aqui. – ele sorri.
A conversa fluía muito fácil, era agradável e confortável, ele ficava encantado por ela. E o mesmo acontecia com ela.
-Acho q tenho que retornar para o hospital. O que vai fazer esta noite?
-Acho que nada.
-Eu sei que isso é bem ousado da minha parte, mas.. – ele travou e olhou sem jeito para o café até subir os olhos e encontrar os dela. - Bem eu gostei da sua companhia... podemos jantar? 

 CONTINUA....

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Se o coração parar - Parte 01

Era uma tarde comum, ela estava em seu computador quando viu a notícia: "Homem é baleado na capital após assalto, encontra-se em estado grave". Seu coração apertou, ela reconhecia aquele homem, quando ela o conheceu ele era apenas um garoto e ela sua garotinha.
Ela sabia que o tempo havia o separados, não só ele como as circunstâncias, lembrava das palavras frias dele aquela noite "eu conheci uma garota , amo ela, é ela que eu quero" ela chorou por noites. E agora olha para ela em estado de choque vendo uma noticia que se refere ao homem que fora seu primeiro amor, que a distancia e o tempo separou afinal ela era uma garota do interior e ele um menino da cidade, de tantos vai e volta, cansaram de brincar e ela pensou ter excluído todo sentimento que nutria por ele de uma vez da sua vida. Mas agora com o computador ligado, sentiu seu coração bater, doer e sufocar. Lagrimas rolaram por sua bochecha fora de controle. Ela sabia que devia ver ele, era o que ela mais queria.
Naquela noite pegou o celular e ligou para Paulo, o melhor amigo dele que ela ainda tinha o contato. O telefone tocou, tocou e finalmente uma voz de sono atendeu.
-Alô?
-Paulo!
-Quem fala?
-Como ele está? 
Paulo reconheceria aquela voz de chora em todo lugar, fora a mesma voz que ligou pra ele de noite perguntando desta mesma pessoa.
-Fernanda.
-Preciso ver ele 
-Não posso ajudar.
-Passe o contato da família dele.
Paulo sabia que não adiantaria negar, ela era teimosa. Ele passou o contato e pediu para que ela ligasse de manha.
Na manha seguinte quase sem dormir praticamente madrugando ela pegou o telefone e ligou. Um homem com a voz cansada atendeu, o mesmo homem que atendeu algumas vezes o celular dele e ela não teve coragem de falar, o pai dele, mas hoje era diferente ela precisava saber dele
-Pronto?
-É da família do Gabriel?
- O pai dele falando, quem fala?
-Prazer sou Fernanda, uma conhecida dele.
-Fernanda? Fernanda... Fernanda... Desculpa, mas desconheço esse nome.
-Sou uma conhecida de muito tempo atrás.
-Em que podemos ajudar então?
-Eu gostaria de ver como ele está eu li a reportagem.
-Só um momento
Um silencio pairou sobre o telefone, era possível escutar uma discussão distante. Ate que a voz retornou
-Você ainda esta ai?
-Sim senhor
- Bem conversei com minha mulher, nunca podemos ir ao horário de visita no almoço se você quiser...
-Claro senhor, muito obrigada
-Obrigado você por preocupar-se com ele.
Logo o pai dele passou todas as informações que ela precisava. Ela arrumou a mala, sabia que teria que passar algumas semanas na capital aproveitaria para cuidar de negócios. Pegou seu carro e foi para a estrada.
Foi para um hotel antes de ir ao hospital, deixou as coisas caírem no chão ainda estava confusa com tudo que estava acontecendo então seguiu para o hospital.
Seguiu as informações que o pai dele lhe passara por telefone, quando chegou ao quarto seu coração parou.
Ele estava deitado, pálido. Suas bochechas rosadas não tinham cor. Ela passou os dedos por seus cabelos, loiro escuro, e sentiu as lagrimas rolarem.
Lembrou-se das poucas vezes que passou seus dedos por aqueles cabelos.
Apertou sua mão e sussurrou.
"Eu não desisto de você "
Ficou assim ate a hora da visita acabar, um medico de pele negra pediu para ela retirar-se.
Foi assim durante toda a semana, em uma das visita uma enfermeira disse.
-Ele já está melhor. -Ela olhou esperançosa - acho que sua companhia o lhe faz bem.
O medico moreno entrou na sala e com um sorriso que mostrava seus dentes brancos, olhou para ela.

-senhorita acabou o horário de hoje.
- A sim, claro
Ela pegou a bolsa e olhou para ele mais uma vez, suas grandes bochechas estavam começando a ter cor novamente.. 
-Ate amanha – disse o medico
-Como sabe que vou voltar?
-você tem cara de ser difícil de desistir.
-Ate doutor – ela sorriu
No horário seguinte ela sentia algo bom em seu coração, entrou no quarto e sentou no seu lugar. Olhando para ele começou a cantar.
-Você canta mal sabia? - uma voz fraca a fez dar um pulo - o que faz aqui? Pensei que desapareceria para sempre da minha vida.



continua...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Era apenas mais um da rede social

Ele mandou um "oi" era apenas mais uma menina bonita da rede social. Ela respondeu "oie", era apenas um carinha que ela havia add e nunca se lembrou dele.
A conversa fluiu, ela não era tão oca como as outras garotas. Ele não era tão estúpido como os outros rapazes.
Diferenças de idade só no documento, tinham as mesmas ideias e partilhavam o mesmo sonho. Ele queria ser bombeiro e ajudar a família, ela queria ser médica e ajudar a todos.
Os dias passavam, as informações cresciam junto à vontade de se verem. Ele ria da forma divertida em que ela via a vida, e ela ria do jeito dele. 
As conversas por telefone passaram a ter um valor especial para eles. Eles ficavam amigos, ele queria a conhecer, mas tinha Larissa. Ela queria conhecer aquele carinha, seria mais um rapaz na sua lista, a final desacreditava no amor desde que Gabriel fora seu único amor e desapareceu... Não queria sentir tudo aquilo novamente, por isso fez a promessa de nunca mais amar ninguém.
Marcaram um sorvete, entre amigos, nada poderia dar errado... Apenas tudo.
Eles se encontraram. Ela estava nervosa quando o viu com sua moto em frente a sorveteria, seu óculos aviador o deixava ainda mais atraente, seu coração pulou, ela sabia o que aquilo significaria. Ele a olhou, ela estava básica, natural e linda. Sabia que não seria só um sorvete.
Um abraço tímido e sem jeito, era bem mais fácil conversar por celular. Ela ficava com as bochechas rosadas ele sabia que ela estava tímida. Ele tinha um sorriso que a chamava, ela não podia se apaixonar, mas já era tarde demais. 
Decidiram dar uma volta pelo parque, ela aceitou e sorriu. A conversa fluía e junto a ela risadas e brincadeiras. Pararam em frente a um lago e o silêncio tomou conta ambos sabiam o que isso significaria. Ela olhou para ele com os cabelos voando ao vento e ele olhou para ela tão linda, tão delicada, seus lábios começaram lentamente um beijo calmo. Logo os corpos já estavam mais próximos e o que era um beijo simples ganhou intensidade. Quando acabou ele olhou para ela e beijou sua testa Prendeu-a em seus braços. Na cabeça dela ela processava tudo, já era sabia que estaria presa a ele.
Na hora de ir embora um beijo. Em casa as borboletas da barriga dela voavam sem parar. Em casa ele estava confuso sabia que ela era linda, mas tinha Larissa. 
As mensagem se intensificavam junto com os encontros. Fazia um mês que eles saiam, ela apaixonada sentindo algo que jamais sentiu, nem mesmo por Gabriel. Ele querendo cada vez mais ela, mas temendo o tempo passar, faltava duas semanas para Larissa voltar. Ele sabia que não iria conseguir esconder ela de Larissa nem Larissa dela. 
Já que ele não tomava iniciativa ela resolveu contar a verdade que estava apaixonada por ele pressionada pelas amigas. A mensagem foi enviada, ele estava na rodoviária esperando por Larissa quando o celular tocou. Não deu tempo de ler, bem no momento Larissa estava parada na sua frente.
As semanas passavam e ela sem noticias dele, mensagens não eram respondidas, a dor apertava em seu peito. Uma angustia aparecia sempre, ele já era odiado pelas amigas, mas não por ela.
Baladas não tinham mais aquela “coisa”, ia para dançar e curtir as amigas, porque garotos passavam longe da sua cabeça. Até mesmo os lindos olhos azuis de Gustavo, o cara que fazia estágio com ela.
Era seu aniversario e ela só esperava uma única ligação. O pai fez  um bolo, as amigas vieram animar a casa e o celular ficou mudo. Gustavo apareceu com flores.
Ele não aguentava ficar sem ela, olhava para Larissa, era bonita, mas não era ela. Fazia meses, será que ela ainda pensava nele? Será que ela ainda o queria?
Ele precisava por um fim em tudo isso, terminar com Larissa e ir atrás dela.
Ele não ligou, ela chorou. Era a mesma rotina, olhar o celular na esperança de uma mensagem. Era hora de acorda e desistir. Mas tudo que queria eram chocolates e chorar até secar, até a dor no coração ir embora.
Gustavo aparecia às vezes, para um cinema, um sorvete, para dar um sorriso. Ela ainda lembrava-se dele, mas estava decida deixar Gustavo entrar no seu coração.
Ela estava no parque, no lugar do beijo, lembrou-se de tudo, do toque, do abraço e do beijo. Ela o viu, abraçado com uma garota loira. Ele reconheceu aqueles cabelos longos, e viu os olhos brilharem devido às lágrimas, Larissa buscou o olhar dele, uma garota que chorava.
Ela pegou a bolsa e saiu chorando, era por isso que não a respondia mais, ela chorava, seu coração doía, essa era a verdade.
A cena dos olhos delas, do rosto triste, não sai da cabeça dele. Pegou o antigo celular, e foi surpreendido pelas inúmeras mensagens, mas leu apenas uma, a do dia que Larissa chegou.
 “Eu não sei como dizer isso, não sou boa com sentimentos, mas eu pensei muito, se você quiser entrar no meu coração eu deixo, porque mesmo sem você querer você já está nele. Te adoro, beijos, me liga?”
Ele pegou a moto e foi para o apartamento dela e do pai. Quando estava chegando viu, ela sorrindo em um vestido, com os braços entrelaçados no de um cara bonito.
Lágrimas escorriam de seus olhos, e pela primeira vez sentiu seu coração apertar. Era isso, ele havia a perdido.  Quando voltou terminou com Larissa,

Ela saia cada vez mais com Gustavo, mas não sentia nem metade da metade do que sentia por ele. Uma noite ele mandou “oi” na rede social e ela respondeu “oie”. Não sabia o que ele queria, ele a queria.