Hey! Fui limpar meu historico de contos e achei esse, como faz tempo que não posto nada, ta ai!
Era uma tarde como qualquer outra, era dia dele ir ver-la. Ansiosa
para estar nos braços daquele que o seu coração acelera, pegou o celular e
enviou uma mensagem:
“Amor, que horas vem?”
“Amor, que horas vem?”
Mensagem enviada e pouco tempo depois visualizada.
Era 16hrs, era um tarde quente. Foi para o quarto e começou a arrumar o guarda roupa. Mas foi apenas uma desculpa, queria mesmo era achar uma roupa que a deixa-se linda para ele. De tempo em tempo, olhava a telinha do celular para ver se havia alguma resposta.
Era 16hrs, era um tarde quente. Foi para o quarto e começou a arrumar o guarda roupa. Mas foi apenas uma desculpa, queria mesmo era achar uma roupa que a deixa-se linda para ele. De tempo em tempo, olhava a telinha do celular para ver se havia alguma resposta.
Já era 19hrs quando o celular vibrou:
“Já vou.”
Ela odiava quando ele era assim, seco, frio, vazio. Ela que sempre leu romance, sentia falta de mensagem com certo carinho. Sempre fora seu sonho receber uma carta de amor.
“Já vou.”
Ela odiava quando ele era assim, seco, frio, vazio. Ela que sempre leu romance, sentia falta de mensagem com certo carinho. Sempre fora seu sonho receber uma carta de amor.
Entrou no banho, demorou para lavar os cabelos lisos e
negros como petróleo. Passou seu hidrante de lavanda, não esqueceu uma parte
sequer, queria tudo bem macio, adora quando ele acariciava seu braço. Colocou a roupa e passou o perfume. Contornou
os olhos para destacar seus olhos verdes.
Já eram 20hrs e nada dele. Mandou outra mensagem nervosa.
“onde está?”
Recebeu uma mensagem que partiu seu coração:
“Já estou indo, já disse.”
Recebeu uma mensagem que partiu seu coração:
“Já estou indo, já disse.”
Segurou à vontade de chorar, ela o amava, não tinha duvidas,
mas às vezes ele conseguia acerta seu coração com uma grande pancada.
20hrs 30min o carro dele buzinou, ela deu um pulo do sofá
jogou o livro de lado e foi para a porta esperar por ele. Com um sorriso que ia
de orelha a orelha.
- Oie amor. – disse sem conseguir segurar o tom de
felicidade.
- E ai? – disse ele ignorando o abraço e a tentativa de
beijo dela.
- Você demorou hoje. Aconteceu algo?
-Não, nada estava em casa.
Foram para o quarto e ligaram o netflix. Assistiram dois
filmes.
- Sabe o que estava pensando hoje? – disse ela tentando
saber como foi a semana dele.
- Não. – disse sem tirar os olhos da TV
- Em fazer algum curso. Sei lá culinario.
-Legal, Clara. – respondeu.
- Sabe o que seria legal?
-Eu to com sede, pega um refri para mim.
Ela levantou. Pensativa.
Pegou o refri e voltou para o quarto.
- Nossa essa serie ta muito irada – disse ele animado.
Ele começou a falar de assuntos que ela não entendia, e ala
forçou a entender. Então ele levantou e deu selinho nela.
Ela sentiu o coração partido, ele não reparou no perfume, na
roupa, muito menos observou que ela estava bonita.
“Será que realmente estou bonita?
Lógico que não, como sou tola, não chego perto de bonita. “Tenho
que parar de ser idiota e pensar que tudo é como um livro.”
Então começou a lembrar dos relacionamentos antigos, aqueles
que ela tinha o controle, porque será que só com ele não tinha o controle?
Como amar poderia a deixar tão trouxa.
Pegou o celular e enviou outra mensagem:
“Que horas vem amanha amor?”
“Não sei, amanhã vejo”
Então tentou puxar assunto
Então tentou puxar assunto
“Você viu o que a Flavinha da minha sala postou?”
“N”
“Ai eu ri muito”
“RS”
“RS”
“O que faz?”
Já era quase 2hrs e ele não respondeu.
Já era quase 2hrs e ele não respondeu.
“Estou cansada”
Já eram 3hrs e ele só visualizadas
“ Eu te amo, bjs. Durma com os anjos”
“ Eu te amo, bjs. Durma com os anjos”
Mandou e ficou esperando a resposta
“tbm”
Três letras? Três letras? Era isso o boa noite. Ela chorou,
até adormecer.
Ela o amava demais, mas a ausência dele, a falta de
interesse. Cadê o homem de três anos atrás?
Ela amava o toque dela e não recordava quando foi a ultima
vez que ele acariciou seu braço sem ela pedir.
Ela amava os beijos na testa, mas há muito tempo não sabia o
que era isso.
Lembrou-se do primeiro eu te amo. Ele quem disse no parque
de diversões.
Os planos que fazia na sua cabeça, casar, viagens românticas.
Foi uma noite muito longa, as lagrimas lavaram seu travesseiro. Ao acordar pegou o celular e ligou.
- Amor?
- Oi – disse sonolento- cê sabe que horas são?
- Não Marcos eu não sei, assim como eu não sei quando foi a ultima vez que me amou.
- Amor?
- Oi – disse sonolento- cê sabe que horas são?
- Não Marcos eu não sei, assim como eu não sei quando foi a ultima vez que me amou.
-Que isso amor?
- Me escuta! Eu não lembro a ultima vez que me tocou com
carinho, me fez um cafuné, eu não sei ta bom? E sabe o que é pior é que não era
para isso acontecer. Meu coração está partido, sabe o que é a dor de um coração
partido? Você me acha feia, Marcos? Porque faz tanto tempo que não escuto um
elogio seu, e olha que já fiz o possível e o impossível por você. Você acha que
o nosso relacionamento é uma obrigação? Porque você só me diz um ‘eu te amo’,
ah não espera, você não diz ‘eu te amo’ você só sabe dizer também. Isso dói
machuca.
Então ela começou a chorar, a ligação caiu e ela jogou
celular para longe. O que era um choro silencioso tornou-se uma grande birra,
com direito a soluços. A porta do quarto abriu.
- Não chora, por favor, não chora. - ele correu para a cama
dela e a pegou no colo. – Não chora. – Ela estava com a cabeça no peito dele,
sua camisa já estava molhada com as lagrimas dela. – Desculpa? Por favor?
Ela só chorava, e sentia o perfume da camisa dele.
- Eu te amo Carla, eu sei que não te digo todos os dias, mas
não desisti de mim. Eu não saberia lidar com tudo se te perde. Eu amo o seu
perfume, Eu amo os seus olhos verdes, eu amo a forma que a casa fica chorando
quando você daí do banho, eu amo seu cabelo molhado, eu amo você de moletom, eu
amo a forma que me olha para dizer que me amo, eu amo seus bons dias, eu amo a
forma que você fica ao acorda. Eu simplesmente te amo.
Então ela o beijou, e escorregou a cabeça para o seu ombro.
Ele acariciou o braço dela, e fez cafuné até adormecer. E quando ela dormiu
disse bem baixinho.
-Eu te amo.

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