sexta-feira, 21 de julho de 2017

22 de julho


Bem hoje é um dia muito especial para mim, a exatamente 1 ano eu estava me arrumando para o encontro que mudaria minha forma de pensar, agir e acreditar. Eu que até um momento antes do encontro havia desistido do amor fui surpreendida da melhor forma que a vida poderia fazer.
 O local era o cinema do shopping mais antigo da cidade (shopping velho rsrs ) o filme era para ser um bem legal o problema é que esquecemos de verificar o horário e acabou sendo Tarzan (nem iríamos assistir mesmo rsrsrs). Faltava mais ou menos 2 horas para o nosso encontro quando ele me mandou a mensagem " estou saindo de casa" . Ele simplesmente saiu do outro lado da cidade só para me ver.
Eu nem tinha tomado banho, foi ai que tudo começou a dar errado como por exemplo: meu apontador de lápis quebrou, errei a cor do batom, a 8° roupa que provei manchei tomando café, não deu tempo de secar o cabelo, mas mesmo assim fui. Afinal havia colocado na minha cabeça que seriam uns beijinhos e pronto, não iria me apaixonar. 
Ele ja havia mandado uns 4 "onde vc ta?" Quando eu passei pela porta do shopping toda atrapalhada. 
Então eu olhei para ele com aquele camisa preta gola v e eu soube naquele momento que "fudeu me apaixonei" fiquei feito idiota parada olhando para ele. Então lembrei como andava e caminhei até ele.
Ele era como eu havia sonhado, e ficava vermelho quando me olhava. (Era a coisa mais linda desse mundo) 
Conversamos um pouco antes do filme, durante o filme foi tudo tão maravilhoso (eu já disse que já estava apaixonada por ele? Tão apaixonada que guardei os ingressos e lembro que antes de dormi orei pedindo para que Deus fizesse com que ele ficasse.)
E ele ficou e foi o primeiro que conseguiu ficar. Hoje completamos 1 ano juntos. 
O que eu vi ele? 
Algo que ninguém nesse mundo poderá ver,algo que ninguém me mostrou, o amor dele isso que eu vi. A forma como ele tornou-se meu porto seguro. Segurou minha mão, limpou minhas lágrimas e afastou todo o meu medo. Ele virou meu melhor amigo, confidente e o amor da minha vida.
A forma como minha cabeça encaixa perfeitamente no peito dele,  andar de mão dadas e não ficar incomodado, poder está linda um dia e horrível no outro que para ele não importa. Ele conhece o melhor e o pior de mim.  Ele superou 12 tpm diferentes e me amou de todas as maneiras.

Ele abriu a porta do mundo dele e me deixou entrar, organizar do meu jeito. Também me ensinou a não provar só o sorvete de chocolate, que o morango também é bom. 
Ele teve o trabalho de decorar minhas manias.
É por isso que eu amo ele, amo as manias dele, amo a forma com que ele me faz rir depois de uma briga, amo quando me abraça, o cafuné que ele faz até que eu cochile, amo quando ele adormece, a forma como ele fica quando tem jogo do Timão ( Acho que por ele eu posso até virar gambazinha kkkk)

Eu não sei por quanto tempo vamos está juntos mas quero que nunca acabe.
Italo, eu te amo muito s2

sexta-feira, 31 de março de 2017

Não era para isso acontecer

Hey! Fui limpar meu historico de contos e achei esse, como faz tempo que não posto nada, ta ai!

Era uma tarde como qualquer outra, era dia dele ir ver-la. Ansiosa para estar nos braços daquele que o seu coração acelera, pegou o celular e enviou uma mensagem:
 “Amor, que horas vem?”
Mensagem enviada e pouco tempo depois visualizada.
Era 16hrs, era um tarde quente. Foi para o quarto e começou a arrumar o guarda roupa. Mas foi apenas uma desculpa, queria mesmo era achar uma roupa que a deixa-se linda para ele.  De tempo em tempo, olhava a telinha do celular para ver se havia alguma resposta.
Já era 19hrs quando o celular vibrou:
 “Já vou.”
Ela odiava quando ele era assim, seco, frio, vazio. Ela que sempre leu romance, sentia falta de mensagem com certo carinho. Sempre fora seu sonho receber uma carta de amor.
Entrou no banho, demorou para lavar os cabelos lisos e negros como petróleo. Passou seu hidrante de lavanda, não esqueceu uma parte sequer, queria tudo bem macio, adora quando ele acariciava seu braço.  Colocou a roupa e passou o perfume. Contornou os olhos para destacar seus olhos verdes.
Já eram 20hrs e nada dele. Mandou outra mensagem nervosa.
“onde está?”
Recebeu uma mensagem que partiu seu coração:
 “Já estou indo, já disse.”
Segurou à vontade de chorar, ela o amava, não tinha duvidas, mas às vezes ele conseguia acerta seu coração com uma grande pancada.
20hrs 30min o carro dele buzinou, ela deu um pulo do sofá jogou o livro de lado e foi para a porta esperar por ele. Com um sorriso que ia de orelha a orelha.
- Oie amor. – disse sem conseguir segurar o tom de felicidade.
- E ai? – disse ele ignorando o abraço e a tentativa de beijo dela.
- Você demorou hoje. Aconteceu algo?
-Não, nada estava em casa.
Foram para o quarto e ligaram o netflix. Assistiram dois filmes.
- Sabe o que estava pensando hoje? – disse ela tentando saber como foi a semana dele.
- Não. – disse sem tirar os olhos da TV
- Em fazer algum curso. Sei lá culinario.
-Legal, Clara. – respondeu.
- Sabe o que seria legal?
-Eu to com sede, pega um refri para mim.
Ela levantou. Pensativa.  Pegou o refri e voltou para o quarto.
- Nossa essa serie ta muito irada – disse ele animado.
Ele começou a falar de assuntos que ela não entendia, e ala forçou a entender. Então ele levantou e deu selinho nela.
Ela sentiu o coração partido, ele não reparou no perfume, na roupa, muito menos observou que ela estava bonita.
“Será que realmente estou bonita?
Lógico que não, como sou tola, não chego perto de bonita. “Tenho que parar de ser idiota e pensar que tudo é como um livro.”
Então começou a lembrar dos relacionamentos antigos, aqueles que ela tinha o controle, porque será que só com ele não tinha o controle?
Como amar poderia a deixar tão trouxa.
Pegou o celular e enviou outra mensagem:
“Que horas vem amanha amor?”
“Não sei, amanhã vejo”
Então tentou puxar assunto
“Você viu o que a Flavinha da minha sala postou?”
“N”
“Ai eu ri muito”
 “RS”
“O que faz?”
Já era quase 2hrs e ele não respondeu.
“Estou cansada”
Já eram 3hrs e ele só visualizadas
“ Eu te amo, bjs. Durma com os anjos”
Mandou e ficou esperando a resposta
“tbm”
Três letras? Três letras? Era isso o boa noite. Ela chorou, até adormecer.
Ela o amava demais, mas a ausência dele, a falta de interesse. Cadê o homem de três anos atrás?
Ela amava o toque dela e não recordava quando foi a ultima vez que ele acariciou seu braço sem ela pedir.
Ela amava os beijos na testa, mas há muito tempo não sabia o que era isso.
Lembrou-se do primeiro eu te amo. Ele quem disse no parque de diversões.
Os planos que fazia na sua cabeça, casar, viagens românticas.
Foi uma noite muito longa, as lagrimas lavaram seu travesseiro.  Ao acordar pegou o celular e ligou.
- Amor?
- Oi – disse sonolento- cê sabe que horas são?
- Não Marcos eu não sei, assim como eu não sei quando foi a ultima vez que me amou.
-Que isso amor?
- Me escuta! Eu não lembro a ultima vez que me tocou com carinho, me fez um cafuné, eu não sei ta bom? E sabe o que é pior é que não era para isso acontecer. Meu coração está partido, sabe o que é a dor de um coração partido? Você me acha feia, Marcos? Porque faz tanto tempo que não escuto um elogio seu, e olha que já fiz o possível e o impossível por você. Você acha que o nosso relacionamento é uma obrigação? Porque você só me diz um ‘eu te amo’, ah não espera, você não diz ‘eu te amo’ você só sabe dizer também. Isso dói machuca.
Então ela começou a chorar, a ligação caiu e ela jogou celular para longe. O que era um choro silencioso tornou-se uma grande birra, com direito a soluços. A porta do quarto abriu.
- Não chora, por favor, não chora. - ele correu para a cama dela e a pegou no colo. – Não chora. – Ela estava com a cabeça no peito dele, sua camisa já estava molhada com as lagrimas dela. – Desculpa? Por favor?
Ela só chorava, e sentia o perfume da camisa dele.
- Eu te amo Carla, eu sei que não te digo todos os dias, mas não desisti de mim. Eu não saberia lidar com tudo se te perde. Eu amo o seu perfume, Eu amo os seus olhos verdes, eu amo a forma que a casa fica chorando quando você daí do banho, eu amo seu cabelo molhado, eu amo você de moletom, eu amo a forma que me olha para dizer que me amo, eu amo seus bons dias, eu amo a forma que você fica ao acorda. Eu simplesmente te amo.
Então ela o beijou, e escorregou a cabeça para o seu ombro. Ele acariciou o braço dela, e fez cafuné até adormecer. E quando ela dormiu disse bem baixinho.

-Eu te amo. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Se o coração parar - Parte 04

Acordou na manhã seguinte com dor de cabeça e a mão dolorida. Seu celular tinha 15 chamadas perdidas e uma mensagem. Ela sabia que uma hora ou outra teria que parar de viver o conto de fadas, e enfrentar a realidade com Daniel.  Abriu a mensagem:
“Oi sumiu, vamos sair amanhã?”
Respirou fundo e escreveu uma resposta vaga, mas o suficiente para um bom entendedor.
-\\-
Daniel estava de plantão no hospital. Estava com a família de Gabriel.
- Ele se recuperou bem, graças aos céus ele não terá muitos traumas, apenas algumas dores que com algumas sessões de fisioterapia serão curadas.
- Obriga por ter cuidado dele. – Respondeu Clarice , noiva de Gabriel.
- Fiz o meu trabalho, e um favor para uma nova amiga.
Gabriel sentiu a raiva ferve, pois sabia de quem ele estava falando e desaprovava qualquer tipo de relação do médico com ela. Nada contra o médico o problema era que ele não conseguia ver Fernanda com mais ninguém. Seu coração se apertava só de pensar nela mexendo no cabelo de outro, fazendo doces ou recebendo cócegas. A saudade o sufocava. Por que ela tinha que ter vindo?
- Me desculpem, tenho que responder essa mensagem. – disse Daniel
Gabriel ergueu os olhos na tela do celular do médico e leu a seguinte mensagem.
 “ Não, desculpa? Voltei para minha cidade”
Então era isso, ela tinha colocado um fim nessa palhaçada com o medico, Gabriel sentiu o ar voltar e um alivio com a mensagem. Ela ainda poderia ser dele.
Daniel sentiu a dor da saudade, havia se apegado aquela “caipirinha”,  mas parece que o destino gostava de brincar com ele. Só que o destino esquecera que ele era mais forte. Respondeu a mensagem e volto para o trabalho.
“ Mas eu nem pude dizer adeus :/”
-\\-
“Eu sei... Desculpa?”
E foi isso que ela conseguiu enviar, ainda com lagrimas nos olhos.
Ele não respondeu.
Toda noite a cabeça dela ia para a noite do restaurante e um sorriso bobo de saudade aparecia no seu rosto, então sua mente começava a lembrar da discussão com Gabriel e esse sorriso perdia para o choro.
Era uma manhã normal de domingo, ela rolava de um lado para o outro na cama, pegou o celular para ver as mensagens, só haviam recados das amigas e de sua mãe perguntando se ela iria almoçar lá.
Alguém tocou a campainha do apartamento, devia ser Carla, sua amiga. Ela levantou brigando afinal ainda eram 8hrs da manhã. Mas quando abriu a porta quase caiu. O cabelo loiro dele estava desarrumado, seu rosto estava saudável. Não parecia o mesmo Gabriel do hospital.
- Posso entrar? – disse ele olhando a de cima de cima a baixo. Como ela ficava linda com esses pijamas curtinhos, e que corpo era aquele? Quando ela ganhou aquela coxa?
Percebendo o olhar de Gabriel, ela cobriu o corpo com as mãos, sem graça.
-Você não tem nada para fazer aqui.
-Vim lhe fazer uma visita, mas já que é impossível não é mesmo Fernanda?
- Quem faz uma visita as 8hrs da manhã?
- Alguém que saiu de muito longe, porque não tira você da cabeça. – ele socou a porta. Então olhou para aqueles olhos grandes de cachorrinho que caiu da mudança. – Agora muito menos. – então sorriu, daquela forma que ela não resiste.
Fernanda não sabia o que sentia, o coração estava confuso e batia, apertava e doía. A mente nem processava mais.
-Vai Nanda, deixa.
-Entra vai.
Gabriel entrou e se espantou com tamanho do apartamento da SUA menina, eram dois andares e cada cômodo era enorme.
-Uau, parece que a vida na roça está compensando.
-Veio me visitar o colocar olho gordo na minha casa?
Ela estava encostada na parede, aquele short curto valorizava uma perna de academia, ela que sempre foi magrela havia ganhado corpo, muito corpo. Não tinha mais aquela cara de 13 anos, havia tornado-se menina a muito tempo e ele a perdeu.
-Fala, o que veio fazer aqui?
A verdade era que nem ele sabia o que estava fazendo ali, apenas entrou no carro e saiu dirigindo e quando deu conta estava na entrada da cidade, foi fácil achar o apartamento dela, ela havia feito fama com a empresa.
-O mesmo que você foi fazer no hospital.
Ele atirou e acertou em cheio, ela estava sem palavras, afinal o que ela foi fazer naquele hospital? Naquela cidade?
-Que eu saiba não sofri nenhum tipo de acidente.
Ele se aproximou e a respiração dela falhou, retornando no mesmo ritmo que a dele. Lenta e intensa. O perfume dela o embriagava. Ela conseguia ver o movimento do peito dele subir e descer devido a proximidade. Ele abriu a boca para falar algo, mas desistiu, ficou encarando aqueles lábios carnudos que por inúmeras vezes perdeu aulas beijando.
-Tem razão. – ele sussurrou. – Eu não sei o que estou fazendo aqui. – Ele segurou na mão dela e levou até o peito.
O peito dela se apertou, sentiu o coração querendo sair pela boca. Ela não poderia, ele estava noivo. O passado veio com tudo na sua cabeça. O primeiro encontro, o primeiro beijo, a primeira briga, a primeira decepção, o choro, a despedida, o pedido pra volta, o retorno, o segundo término.  Cada pontada, cada cutucão de ferida, cada lagrima.
- Você deveria embora. – Falou com voz de choro, se soltando. – Eu abro a porta.