Quando vi aquelas cartas senti meu coração se aperta e minhas lagrimas escorrerem, nunca pensei que ele pudesse me mandar cartas por isso nem olhava o correio, mas notei que a ultima carta havia sido recente tinha sido enviada ontem a noite. Subi correndo no meu quarto desesperada por uma caneta e um pedaço de papel, revirei varias gavetas não achei. Me lembrei que minha tia tinha uma gaveta cheia de papel de carta e canetas coloridas.
Julia: Laura!- Gritei desesperada – Laura!
Laura: Que é?
Julia: Onde sua mãe guarda o papel de carta?
Laura: Pra que você quer, ainda mais a essa hora? – Elas olhou os envelopes na minha mão – Volto a pré-história?
Julia: Sem piadas, onde ela guarda?
Laura:Calma nervosinha, ela guarda lá embaixo em uma gaveta
Fui procurar revirei varias gaveta até achar a gaveta certa, lá estava ela como me lembrava, vários papeis e uma caneta Bic azul. Peguei o papel e me sentei na mesa da cozinha.
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Dia 2 de dezembro de 2009
De: Juliana Prais (sua juh)
Para: Yago Mazarini
Olá meu amor, demorei um pouco para escrever pois suas cartas não chegavam, só hoje fui achar elas. Sim eu sinto sua falta e muita, todas as noites, todas as manhãs, todas as tardes, até nos meus sonhos sinto sua falta. Eu tento parecer forte aqui, mas nesses dias ficou um pouco mais difícil.
Você me contou que está vindo para cá, quando?
Eu quero muito te ver, te sentir, te beijar, te tocar, olha nos seus belos olhos risonhos, que não andam mais tão risonhos, mas mesmo assim continuam lindos, parece que não é só você que molha o papel com suas lagrimas. Amor eu te amo muito não se esqueça nem por um momento isso.
Beijos minha vida
Juh P.
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Copiei o endereço que estava no envelope, olhei para a janela e vi um carteiro, corri e entreguei o envelope na sua mão. Depois subi para o meu quarto e fechei a porta. Me deitei na cama e fiquei pensando. Por que ele teria mudado de cidade? Qual era esse problema que ele não havia me contado? Quanto tempo mais eu ia ter que agüentar ficar sem ele? Eu sabia que ficar ali pensando naquilo ia me fazer ficar triste, então fiz uma coisa que nunca pensei que seria capaz de fazer. Peguei meu celular e comecei a procurar na agenda um numero que pensei que nunca seria capaz de ligar.
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Vinicius: Pensei que nunca mais ia me ligar
Julia: Oi, como você ta?
Vinicius: Não sei direito, porque tem pessoas que me enrolaram
Julia: Desculpa, eu estava meio sem vontade de conversa
Vinicius: Mas agora topa sorvetinho?
Julia: Se não tiver tentativas de beijos sim
Vinicius: Prometo que não terá
Julia: Então eu topo
Vinicius: Antes faz um favor?
Julia: Fala
Vinicius: Abre a porta para mim
Julia: Como assim? Você já está aqui?
Vinicius: Pensei em te fazer uma visita, mas você me ligou
Julia: Como você sabe onde eu moro?
Vinicius: Eu tenho meus meios
Julia: To indo ai.
Fim da chamada
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Desci a escada, nem me olhei no espelho, também não me importava como estava. Quando abri a porta ele estava com os braços apoiado na parede, usava uma camiseta regata o que fazia valorizar ainda mais seus músculos, olhando bem pude notar que ele também tinha os olhos risonhos, o que podia me tirar um sorriso espontâneo
Vinicius: Se quiser pode ir assim!
Quando falou aquilo olhei na mesma roupa para minha roupa, era um pijama do piu-piu, na mesma hora senti meu rosto ficar vermelho, e um sorriso meio que amarelo apareceu no meu rosto
Julia: Só um momento, pode entrar se quiser
Vinicius: Espero aqui
Corri para o meu quarto e peguei um vestido leve branco, uma rasteirinha, dei uma penteada no meu cabelo, não estava linda, mas pelo menos estava menos pior. Desci ele me esperava lá fora sentado, era engraçado toda vez que me via um sorriso enorme aparecia em seus lábios
Vinicius: Podemos ir agora?
Julia: Deixa eu ver – Fiz uma cara de pensativa – Sim – ele sorriu
Fomos andando até a sorveteria, o que era estranho porque agora alem das minha antigas lembranças havia as novas, estava começando achar que era culpa da sorveteria.
Vinicius: Que sentar onde?
Julia: Um lugar que não me traga nenhuma lembrança
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